segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Normas da ABNT para trabalhos acadêmicos

SERVIÇO DE REFERÊNCIA

Baseado em normas vigentes da ABNT NBR 6023, 6027, 6028, 10520, 14724.


Achei este documento muito interessante e resolvi compartilhar.



1- ESTRUTURA DOS TRABALHOS ACADÊMICOS

(teses, dissertações, monografias, Trabalho de conclusão de curso e outros)

Os elementos de um trabalho acadêmico possuem estrutura composta por partes pré-textuais, textuais e pós-textuais, sendo algumas dessas partes consideradas obrigatórias e outras opcionais. Devem obedecer a seguinte ordem:





1.1.1 Capa (obrigatório)

Segue abaixo modelo de capa, que deve ser apresentado no formato A4 (21 cm x 29,7 cm), o projeto gráfico e de responsabilidade do autor, recomenda-se obedecer ao padrão de fonte Times New Roman ou Arial. Deve obedecer a seguinte ordem:nome da instituição, faculdade e curso;nome do autor;título; subtítulo, se houver;local (cidade da instituição)ano da entrega
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Figura 1 - Modelo de Capa


1.1.2 Folha de rosto (obrigatório)

Segue abaixo modelo de folha de rosto, que é a folha que contém os elementos essenciais à identificação do trabalho, deve ser apresentado no formato A4 (21 cm x 29,7 cm), o projeto gráfico e de responsabilidade do autor, recomenda-se obedecer ao padrão de fonte Times New Roman ou Arial. Deve obedecer a seguinte ordem: a-nome do autor; b- título; c- subtítulo, se houver; d- natureza (tese, dissertação, trabalho de conclusão de curso, monografia e outros) e objetivo (aprovação em disciplina, grau pretendido e outros); nome da instituição, faculdade, curso; área de concentração e- nome do orientado e, se houver, do co-orientador; f- local (cidade da instituição) g- ano da entrega
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Figura 2 - Modelo de Folha de Rosto


1.1.2.2 Verso da folha de rosto ou após para versão digital - Ficha Catalográfica (obrigatório)

No verso da folha de rosto deverá constar a ficha catalográfica que é a identificação padrão do trabalho a para ser catalogado na biblioteca da Metodista ou em outras, e deverá seguir padrões internacionais conforme o Código de Catalogação Anglo-Americano – AACR2. A biblioteca é responsável de fazer a ficha catalográfica para todos os alunos da instituição procure a bibliotecária de seu campus.
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Figura 3 - Modelo de verso de Folha de Rosto


1.1.3 Errata (opcional)

Utiliza-se para indicação de erros porventura cometidos e sua respectiva correção, acompanhados de sua localização no texto. Esta lista deverá constar após a folha de rosto.
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Figura 4 - Modelo de Errata


1.1.4 Folha de aprovação (obrigatório)

Deve conter informações essenciais à aprovação do trabalho que constiui-se pelo nome do autor(es), título e subtítulo (se houver), natureza, objetivo, nome da instituição a que é submetido, área de concentração, data de aprovação, nome, titulação e assinatura dos componentes da banca examinadora e instituição a que pertencem. A data de aprovação e assinatura dos membros da banca é colocada após a aprovação do trabalho. Esta folha não recebe título.
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Figura 5 - Modelo de Folha de Aprovação


1.1.5 Dedicatória (opcional)

Página opcional onde o(a) autor(a) presta homenagem ou dedica seu trabalho. Esta folha não recebe título e o projeto gráfico fica a critério do autor.


1.1.6 Agradecimentos (opcional)

Devem ser dirigidos às pessoas ou instituições que, realmente contribuíram de maneira relevante à elaboração do trabalho, restringindo-se ao mínimo necessário. Deve receber título, o projeto gráfico fica a critério do autor.


1.1.7 Epígrafe (opcional)

Frase, pensamento ou até mesmo versos no qual o autor apresenta citação seguida de autoria relacionada à matéria tratada no corpo do trabalho. Também podem ser apresentadas epígrafes nas folhas iniciais dos capítulos ou seções. Esta folha não recebe título e o projeto gráfico fica a critério do autor.


1.1.8 Resumo em português / Resumo em inglês (obrigatório)

Deve ser um texto bastante sintético que inclui as idéias principais do trabalho, permitindo que tenha uma visão sucinta do todo, principalmente das questões de maior importância e das conclusões a que se tenha alcançado. É feito normalmente na língua de origem e numa outra de larga difusão, dependendo de seus objetivos e alcance. O título deve ser centralizado, sem indicativo numérico e deve ser redigido em parágrafo único. Em teses e dissertações, apresentar o resumo com, no máximo, 500 palavras e em monografias e outros trabalhos acadêmicos, com 250 palavras. As palavras-chave devem estar logo abaixo do resumo. Obs.: os resumos devem estar em folhas separadas, e devem obedecer a seguinte ordem: a- folha do resumo português. b- folha do resumo em inglês.


1.1.9 Lista de ilustrações, Tabelas, Abreviaturas e siglas, Símbolos(opcional)

Enumeração de elementos selecionados do texto, como datas, ilustrações (figuras), exemplos e tabelas, cada item designado por seu nome específico, acompanhado do respectivo número da página. O título deve ser centralizado, sem indicativo numérico, obedecem à ordem que aparecem no texto, exceto para Abreviaturas e siglas que devem estar relacionados em ordem alfabética. Recomenda-se fazer lista para informações que contenham mais de 3 itens. Obs.: as listas devem estar em folhas separadas, e deve obedecer a seguinte ordem: 1ª - Lista de ilustrações ou figuras, 2ª - Tabelas, 3ª - Abreviaturas e siglas, 4ª - Símbolos.
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Figura 6 - Modelo de Lista


1.1.9.1 APRESENTAÇÃO DE ILUSTRAÇÕES NO TEXTO

Entende-se como ilustração os gráficos, diagramas, desenhos, fotografias, mapas, etc. que complementam visualmente o texto.
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Figura 7 - Modelo de figura no Texto


1.1.9.2 APRESENTAÇÃO DE TABELAS E QUADROS NO TEXTO

As tabelas apresentam informações tratadas estatisticamente; os quadros contêm informações textuais agrupadas em colunas.
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Figura 8 - Modelo de tabelas e Quadros no Texto


1.1.10 Sumário (obrigatório)

Enumeração das principais divisões, seções e capítulos, na mesma ordem e grafia em que a matéria é apresentada no corpo do trabalho. Se o trabalho for apresentado em mais de um volume, em cada um deles deve constar o sumário completo do trabalho.
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Figura 9 - Modelo de Sumário



1.2 TEXTUAIS

Essa é a parte do trabalho onde é exposta a matéria. Deve ser apresentado no formato A4 (21 cm x 29,7 cm), recomenda-se obedecer ao padrão de fonte Times New Roman ou Arial, margens iguais as partes pré-textuais, espacejamento 1,5 entre linhas. Em caso de citações diretas com mais de três linhas e legendas de tabelas e ilustrações, usa-se espaço simples. Os títulos e subtítulos das seções e subseções que compõem o texto devem ser alinhados à esquerda, precedidos de seus indicativos numéricos grafados em algarismos arábicos e separados entre si por um espaço de caractere e os títulos devem ser separados do texto que os precede ou que os sucede por dois espaços duplos. Cada seção primária deve ser iniciada em folha nova. Deve ter três partes principais: introdução, desenvolvimento e conclusão.


1.2.1 Introdução

A partir da página inicial da introdução, todas as páginas devem ser numeradas inclusive referências, anexos etc, e o número deve vir no canto superior direito, a 2 cm da borda superior. A introdução é a parte inicial do texto, na qual devem constar a formulação e delimitação do assunto tratado, bem como os objetivos da pesquisa. Tem por finalidade fornecer ao leitor os antecedentes que justificam o trabalho, assim como enfocar o assunto a ser abordado. A introdução pode incluir informações sobre a natureza e importância do problema, sua relação com outros estudos sobre o mesmo assunto, suas limitações e objetivos. Essa seção deve preferentemente representar a essência do pensamento do autor em relação ao assunto que pretende estudar. Deve ser abrangente sem ser prolongada. É um discurso de abertura em que o pesquisador oferece ao leitor uma síntese dos conceitos da literatura; expressa sua própria opinião - contrastando-a ou não - com a literatura; estabelece as razões de ser de seu trabalho sumariando apropriadamente começo, meio e fim de sua proposta de estudo.
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Figura 10 - Modelo de Introdução


1.2.2 Desenvolvimento

Parte principal do texto, que contém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto. Pode ser dividida em seções e subseções, que variam em função do tema e da abordagem do método. Portanto, a organização do texto será determinada pela natureza do trabalho monográfico e respeitará a tradição da área em que o mesmo se insere. Em trabalhos que se propõem a rever e comentar a literatura, e que não relatam pesquisa de campo ou de laboratório conduzida pelo autor, a Proposição precederá a revisão de literatura. Também não se justifica uma seção Resultados, porque em trabalhos dessa natureza não existe coleta de dados e respectivo tratamento estatístico. Em trabalhos nos quais se relata pesquisa de laboratório ou de campo conduzida pelo autor, o Desenvolvimento das monografias, dissertações ou teses apresentarão nessa ordem as seguintes partes do texto: Revisão da Literatura; Proposição; Método; Resultados; Discussão.


1.2.2.1 Revisão da Literatura

Da Revisão da Literatura devem constar trabalhos preexistentes, que serviram de subsídio às intenções de pesquisa do autor. Pode constituir um corpo único ou ser subdividida, caso o assunto a ser tratado assim o exija. A ordem cronológica dos fatos deve ser obedecida, permitindo uma visão histórica do desenvolvimento do conhecimento do tema.


1.2.2.2 Proposição

A seção da Proposição destina-se a assentar as intenções do autor em relação ao assunto. Deve expressar coerência recíproca entre o título e as seções de Revisão da Literatura e o Material e Método.


1.2.2.3 Método

A seção de Método destina-se a expor os meios dos quais o autor se valeu para a execução do trabalho. Pode ser redigida em corpo único ou dividida em subseções. As subseções mais comuns são: Sujeitos, Material, Procedimentos. Se houver preferência por redigir em corpo único, a cada produto, material ou equipamento citado no texto, corresponderá uma nota de rodapé na qual constará no mínimo o tipo e a origem do meio empregado.


1.2.2.4 Resultados

Nesta seção o autor irá expor o obtido em suas observações. Os resultados poderão estar expressos em quadros, gráficos, tabelas, fotografias ou outros meios que demonstre o que o trabalho permitiu verificar. Os dados expressos não devem ser repetidos em mais de um tipo de ilustração.


1.2.2.5 Discussão

A discussão constitui uma seção com maior liberdade. Nessa fase o autor, ao tempo que justifica os meios que usou para a obtenção dos resultados, pode contrastar esses com os constantes da literatura pertinente. A liberdade dessa seção se expressa na possibilidade de constarem deduções capazes de conduzir o leitor naturalmente às conclusões. Na discussão dos resultados o autor deve cumprir as seguintes etapas: a- estabelecer relações entre causas e efeitos; b- apontar as generalizações e os princípios básicos, que tenham comprovações nas observações experimentais; c- esclarecer as exceções, modificações e contradições das hipóteses, teorias e princípios diretamente relacionados com o trabalho realizado; d- indicar as aplicações teóricas ou práticas dos resultados obtidos, bem como, suas limitações; e- elaborar, quando possível, uma teoria para explicar certas observações ou resultados obtidos; f- sugerir, quando for o caso, novas pesquisas, tendo em vista a experiência adquirida no desenvolvimento do trabalho e visando a sua complementação.


1.2.3 Conclusão

Mesmo que se tenham várias conclusões deve-se usar sempre o termo no singular, pois, se trata da conclusão do trabalho em si e não um mero enunciado das conclusões a que o(a) autor(a) chegou. È a recapitulação sintética dos resultados e da discussão do estudo ou pesquisa. Pode apresentar deduções lógicas e correspondentes aos objetivos propostos.


1.3 PÓS-TEXTUAIS

Nesta secção compreendem as informações que complementam o trabalho acadêmico.


1.3.1 Referências (obrigatório)

Conjuntos de elementos que permitem a identificação, no todo ou em parte, de documentos impressos ou registrados em diversos tipos de materiais que foram mencionados explicitamente no decorrer do trabalho. Não deve constar nas referencias elementos que não foram citados no texto. As referências deverão ser apresentadas em lista ordenada alfabeticamente por autor (sistema autor-data), usar espaçamento entre linhas simples e entre as referências, duplo espaço e alinhados à esquerda. O título deve ser centralizado e sem indicativo numérico.


1.3.2 Obras consultadas (opcional)

São materiais que foram utilizados para compor um idéia e não foi citado no texto.


1.3.3 Glossário (opcional)

É um vocabulário explicativo dos termos, conceitos, palavras, expressões, frases utilizadas no decorrer do trabalho e que podem dar margens a interpretações errôneas ou que sejam desconhecidas do público alvo e não tenham sido explicados no texto.


1.3.4 Apêndice (s) (opcional)

Documentos que são anexados no final do trabalho com a finalidade de abonar ou documentar dados ou fatos citados no decorrer de seu desenvolvimento. São documentos elaborados pelo próprio autor e que completam seu raciocínio sem, prejudicar a explanação feita no corpo do trabalho. Os apêndices são identificados por letra maiúscula do alfabeto consecutivas, travessão e pelos respectivos títulos. Exemplo: APÊNDICE A - Avaliação numérica... APENDICE B - Avaliação de células...


1.3.5 Anexos (opcional)

Suportes elucidativos e indispensáveis para compreensão do texto, são constituídos de documentos, nem sempre elaborados pelo próprio autor, que complementam a intenção comunicativa do trabalho. O título deve ser centralizado e sem indicativo numérico. Se houver mais de um anexo, sua identificação deve ser feita por meio de letra maiúscula do alfabeto. Exemplo: ANEXO A - Questionário... ANEXO B - Representação gráfica...




2 CITAÇÃO NO TEXTO

Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) - NBR10520 - Citação é a “menção, no corpo do texto, de uma informação extraída de outra fonte".


2.1 SISTEMAS DE CHAMADA DA CITAÇÃO NO TEXTO

Segundo a ABNT, as citações devem ser indicadas no texto por um sistema de chamada: autor-data ou numérico. Qualquer método adotado deverá ser seguido consistentemente em todo o texto.


2.2 SISTEMA AUTOR-DATA

Esse estilo de citação permite ao leitor identificar, rapidamente a fonte de informação na lista de referências, em ordem alfabética no final do trabalho.As citações são feitas pelo sobrenome do autor ou pela instituição responsável, ou ainda, pelo título de entrada (caso a autoria não esteja declarada), seguido da data de publicação do documento, separados por vírgula ou entre parênteses.
EX.: O discurso competente, além de expressar significados, "representações, ordens, injunções para fazer ou não fazer consequencias, significações no sentido amplo do termo" (CASTORIADAS, 1991, p. 195), expressa também significantes cujas variáveis são mais sinuosas. "Apesar das aparências, a desconstrução do logocentrismo não é uma psicanálise da filosofia " segundo, Derrida, (1963, p.123)


2.3 SISTEMA NUMÉRICO

Neste sistema, a indicação da fonte é feita por uma numeração única e consecutiva, em algarismo arábicos, remetendo a lista de referencias no final do trabalho, na mesma ordem em que aparecem no texto. A indicação da numeração pode ser feita entre parênteses, alinhada ao texto, ou situada um pouco acima da linha do texto em expoente à linha do mesmo, após a pontuação que fecha a citação.
EX.: Diz Rui Barbosa: " Tudo é viver, previvendo."(15) Diz Rui Barbosa: " Tudo é viver, previvendo15."


2.4 CITAÇÃO DIRETA OU TEXTUAL

As citações diretas, no texto, de até três linhas, devem estar contidas entre aspas duplas.
EX.: Barbour (1971, p.35) descreve: “O estudo da morfologia dos terrenos..."
As citações diretas, no texto, de mais de três linhas devem ser destacadas com recuo de 4cm da margem esquerda com letra menor que a do texto, sem as aspas.
EX.: A teleconferência permite ao individuo participar de um encontronacional ou regional sem a necessidade de deixar seu local de origem. Tipos comum de teleconferência incluem o uso da televisão, telefone,e computador. Através da áudio-conferência, utilizando a companhialocal de telefone, um sinal de áudio... (NICHOLS, 1993, p.181)


2.5 CITAÇÃO INDIRETA

Transcrição de conceitos do autor consultado, porém descritos com as próprias palavras do redator. Na citação indireta o autor tem liberdade para escrever com suas palavras as idéias do autor consultado.
EX.: Apenas poucos estudos examinaram a conformação de uma molécula inteira de mucina, utilizando a NMR de carbono 13 e técnicas de disseminação luminosa, (GERKEN, 1989). (Dentro do parênteses o nome do autor deve estar em letras maiúsculas, só se usa minúscula no texto).


2.6 CITAÇÃO DE CITAÇÃO

É a transcrição direta ou indireta de uma obra ao qual não se teve acesso. Nesse caso, emprega-se a expressão latina "apud" (junto à), ou o equivalente em português "citado por", para identificar a fonte secundária que foi efetivamente consultada.
EX.: Além desses aspectos sobre a formação do povo brasileiro, que ainda hoje influenciam, de forma negativa, a disponibilidade para o ato de ler, outros ainda devem ser observados. Sobre este assunto, são esclarecedoras as palavras de Silva (1986 apud CARNEIRO, 1991, p. 31)


2.7 CITAÇÃO DE CANAIS INFORMAIS (AULA, CONFERÊNCIA, E-MAIL, DEPOIMENTOS, ENTREVISTA.)

Quando se tratar de dados obtidos por informação verbal (palestras, debates, comunicações) indicar entre parênteses, a expressão informação verbal, mencionando os dados disponíveis em rodapé.
EX.: O novo medicamento está disponível até o final deste semestre (informação verbal)1. No rodapé da página: 1 Notícia fornecida pelo presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso em Novembro de 2002.


2.8 CITAÇÃO COM UM AUTOR

EX. 1: (autor como parte do texto) Como afirma Almeida (1988, p. 14) "As novas tecnologias são o resultado prático de cruzamentos entre as diversas faces do triangulo da comunicação contemporânea: a tv, o satélite e o computador."
EX. 2: (autor não faz parte do texto) "As novas tecnologias são o resultado prático de cruzamentos entre as diversas faces do triangulo da comunicação contemporânea: a tv, o satélite e o computador." (ALMEIDA, 1988, p. 14)
OBS.: trata-se de citação direta, por isso o trecho retirado da obra consultada é digitado entre aspas duplas e a pontuação do autor citado é fielmente reproduzida.


2.9 CITAÇÃO COM DOIS AUTORES

Devem ser apresentados pelos sobrenomes dos autores ligados por ; quando apresentados entre parênteses. Quando citados no texto, devem ser ligados por "e", seguidos do ano da publicação. Os nomes devem estar separados por " ; ". O símbolo & indica sociedade comercial, portanto não é apropriado para um trabalho científico.
EX. 1: (autor como parte do texto) Zaccarelli e Fischmann (1994) identificam a estratégia de oportunidades como sendo a adotada por empresas que enfrentam grandes variações no nível de atividade em seus mercados. Ela consiste basicamente na manutenção de mínimo esforço durante os períodos de baixa intensidade e na minimização do esforço em período de pico.
EX. 2: (autor não faz parte do texto) As estratégia de oportunidades como sendo a adotada por empresas que enfrentam grandes variações no nível de atividade em seus mercados. Ela consiste basicamente na manutenção de mínimo esforço durante os períodos de baixa intensidade e na minimização do esforço em período de pico. (ZACCARELLI; FISCHMANN, 1994)


2.10 CITAÇÃO COM TRÊS AUTORES - CITA-SE OS TRÊS CITAÇÃO COM MAIS DE TRÊS AUTORES CITA-SE O PRIMEIRO SEGUIDO DE “at al”

Com mais de três autores:
EX. 1: (autor como parte do texto) Lotufo Neto et. al (2001) afirmam que as pessoas com depressão sofrem muito e procuram a ajuda de profissionais da saúde, porém estes raramente identificam o problema.
EX. 2: (autor não faz parte do texto) As pessoas com depressão sofrem muito e procuram a ajuda de profissionais da saúde, porém estes raramente identificam o problema. (LOTUFO NETO et al., 2001)


2.11 CITAÇÃO DE VÁRIOS AUTORES À UMA MESMA IDÉIA

Citar os autores obedecendo à ordem alfabética de seus sobrenomes.
EX.: Essas proposições foram testadas dentro dos limites estreitos da pesquisa sobre projeto do tabalho e em powerment. Dessa forma Parker, Wall e Jackson ( 1997) e Parker (2000) demonstraram como autonomia e decisão são positivamente relacionadas com comportamentos proativos, iniciativas, flexibilidades e internalizações de estratégias organizacionais por parte dos empregados. Do mesmo modo, Cordery e Clegg, Leach, Jackson (2000), Parker (1998),Wall (2000) .


2.12 CITAÇÃO DE AUTORES COM MESMO SOBRENOME

Havendo dois autores com o mesmo sobrenome e mesma data de publicação, acrescentam-se as iniciais de seus prenomes.
EX.: 1Os dados para a amostra dessa pesquisa foram coletados no banco de dados International Finance Corporation. Conforme salientam Costa J.R. e Costa M.R (1984).


2.13 CITAÇÃO DE UM MESMO AUTOR COM DATAS DE PUBLICAÇÕES DIFERENTES

EX.: Recentemente, foi comprovado que a educação continuada e o treinamento representam a base de sustentação do controle de qualidade total Tavares (1994, 1995, 1998).
Importante: a seqüência das citações obedece a ordem cronológica das publicações.


2.14 CITAÇÃO DE UM MESMO AUTOR COM MESMAS DATAS DE PUBLICAÇÃO

EX.: De acordo com Robinson (1973a, 1973b, 1973c) o número de manifestação corresponde a ....
Importante: na elaboração das referências as mesmas letras identificadoras dos documentos deverão ser apresentadas.


2.15 CITAÇÃO CUJO AUTOR É UMA ENTIDADE COLETIVA

EX.: Segundo a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, (2002) todo autor citado no texto deve ser relacionado nas referências.
OBS: As próximas vezes que a entidade for citada poderá ser utilizada apenas a sigla. Exemplo: Segundo a ABNT...


2.16 CITAÇÃO DE TRABALHOS EM VIAS DE PUBLICAÇÃO (NO PRELO)

EX.: Segundo Carneiro (não publicado), todo comportamento humano decorre da concepção que nós temos da realidade e nessa realidade existem três pólos distintos: nós e aquilo que nós somos, nós e aquilo que nos cerca, nós e as outras pessoas. Nossa postura na vida depende do modo como estabelecemos esta relação.
OBS: No caso do texto estar redigido em inglês, utiliza-se a expressão" in the press"


2.17 CITAÇÃO DE HOMEPAGE OU WEB SITE

Cita-se o autor pelo sobrenome, como se faz na citação tradicional. Quando não houver autor cita-se a primeira palavra do título em CAPS LOCK (A ABNT orienta fazer a citação da mesma forma que a do autor-livro e autor revista. Não se faz menção do site na nota de rodapé, pois existe uma referência própria para documentos retirados da Internet.
EX.: Ao tratar de biblioteca digital, Cunha (1999) esclarece que ela " é também conhecida como biblioteca eletrônica (principalmente no Reino Unido), biblioteca virtual (quando utiliza recursos da realidade virtual), bibliotecas sem paredes e biblioteca virtual.
Somente na lista de referências cita-se o nome completo do autor o nome do site e a data do acesso.


2.18 CITAÇÃO DE OBRAS CLÁSSICAS

EX.: Homero exulta o povo "Bravos, meus filhos! Vigiai, sempre assim; que ninguém ceda ao sono..." (Ilíada, 10, p.173). O volume deve ser indicado em arábico e deve-se colocar a designação da página " p. "


2.19 CITAÇÃO COM OMISSÃO DE PARTE DO TEXTO

Omissões em citações são permitidas quando não alteram o sentido do texto. São indicadas pelo uso de reticências no inicio ou no final da citação.Quando houver omissões, no meio da citação, usam-se reticências entre colchetes. As reticências indicam interrupção de um pensamento ou omissão intencional de algo que se devia ou que podia dizer e que apenas se sugere, por estar facilmente subtendido.
EX.:
No inicio da citação: "...alguns dos piores erros na construção organizacional tem sido cometidos pela imposição de um modelo mecanicista de organização ideal" ou "universal" a uma empresa viva" (CASTRO, 1976, p.41)
No meio da citação: “O poder tributário [...] é à base de aplicação de qualquer categoria de tributos" (FOUROUGE, 1973, p. 41)
No final da citação: "Em relação a este tema Muraro (1983) no seu estudo com mulheres brasileiras da classe burguesa, afirma que uma das preocupações mais importantes destas mulheres centrava-se na própria aceitação...”.


2.20 NUMERAÇÃO

A numeração das notas explicativas é feita em algarismo arábico, devendo ter numeração única e consecutiva para cada capítulo ou parte. Não se inicia a numeração a cada página.




3 REFERÊNCIAS

Segue nesta secção exemplos dos tipos de referências e sua ordem exata conforme norma vigente da ABNT – NBR 6023.
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ABORÍGENES. In: Novo Aurélio : dicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 2000.

3.14 LEIS E DECRETOS

BRASIL. Decreto lei n. 2.425, de 7 de abril de 1988. Estabelece critérios para pagamento de gratificações e vantagens pecuniárias aos titulares de cargos e empregos na Administração Federal. Diário oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, v.126, n. 66, p.6009, 08 de abril. Seção 1, pt 1

3.15 ACÓRDÃOS DECISÕES E SENTENÇAS DE CORTES OU TRIBUNAISNOME DO PAÍS, ESTADO OU MUNICÍPIO.

BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Deferimento de pedido de extradição. Extradição n. 410. Estados Unidos da América e José Antônio Hernandez. Relator: Ministro Rafael Mayer. 21 mar. 1984. Revista Trimestral de Jurisprudencia, Brasilia, v. 109, p. 870-879, set. 1984.


3.16 PARECERES, RESOLUÇÕES E INDICAÇÕES AUTORIA

CONSELHO FEDERAL DE EDUCAÇÃO. Resolução n. 16 de 13 de dezembro de 1984. Dispões sobre reajustamento de taxas, contribuições e semestralidades escolares e altera e altera a relação do artigo 5 da da resolução n. 1 de 14/1/83. Relator: Lafayete de Azevedo. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, 13 dez. 1984. Séc. 1, p. 190-191.


3.17 BÍBLIA

Bíblia considerada no todo
BIBLIA. Idioma. Título. Tradução ou versão. Edição. Local: Editora, ano
BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução: Centro Bíblico Católico. 34. ed rev. São Paulo: Ave Maria, 1982.
Partes da Bíblia
Quando se tratar de partes da bíblia, inclui-se o titulo da parte antes da indicação do idioma e menciona-se a localização da parte (capítulo ou versículo) no final.
BIBLIA, N. T. João. Português. Bíblia sagrada. Reed. Versão de Anttonio Pereira de Figueiredo. São Paulo: Ed. Da Américas, 1950. Cap. 12, vers. 11.


3.18 ATAS DE REUNIÕES

Universidade Metodista de São Paulo. Conselho de Ensino e Pesquisa, São Bernardo do Campo. Ata da sessão realizada no dia 10 out. 2002. Livro 30, p. 10 verso.


3.19 ARQUIVOS ELETRÔNICOS

UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO. Sistema de Bibliotecas. Normas.doc. Manual para apresentação de trabalhos científicos. Biblioteca Central. São Bernardo do Campo, 16 out. 2002. 2 disquetes. Word 5.0. SILVA, L.L. B. Apostila.doc. São Bernardo do Campo, 16 out. 2001. Arquivo (605 bytes); disquetes 3 ½ Word for Windows 6.0.
UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO. Biblioteca Central. Manual de referencia. São Bernardo do Campo, 2002. 1 disquete.
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SANTOS, J. J. Discussões sobre normalização de trabalhos [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por biblioteca@metodista.br em 12 out. 2002.
NOTA: Segundo a ABNT, as mensagens que circulam por intermédio do correio eletrônico devem ser referenciadas somente quando não se dispuser de nenhuma outra fonte para abordar o assunto em discussão. Mensagens trocadas por e-mail tem caráter informal, interpessoal e efêmero, e desaparece rapidamente, não sendo recomendável seu uso como fonte cientifica ou técnica de pesquisa.

3.20 DOCUMENTOS ELETRÔNICOS (disponíveis em meio tradicional e que também se apresentam em meio eletrônico)

a- Livro no todo:
QUEIRÓS, Eça de. A relíquia. In: BIBLIOTECA virtual do estudante brasileiro. São Paulo: USP, 1998. Disponível em: <http://www.bibvirt.futuro.usp.br>. Acesso em: 11 nov. 2002.
b- Evento no todo:
CONGRESSO BRASILEIRO DE CIENCIAS DO MOVIMENTO, 35., 2002, São Paulo. Anais... São Paulo, SP: UMESP. 1 cd-rom.
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ABORÍGENES. In: Novo Aurélio : dicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 2000. Disponível em < http://www.dicionariodalinguaportuguesa.com.br >. Acesso em: 12 nov. 2002.
f- Jornal
Estado de São Paulo. São Paulo, ano 126, n. 39401, nov. 2002. Disponível em: < http://www.estadao.com.br >. Acesso em: 12 nov. 2002.
g- Artigo de jornal
COMÉRCIO, eletrônico. O Povo On-line, Fortaleza, 18 nov. 1989. Disponível em: < http://www.opovo.com.br >. Acesso em: 18 nov. 2002.
h- Artigo de revista
SANTOS, Lineu. O bibliotecário de referencia. Ciência da Informação. Brasília : IBICT, v. 26, n. 3, 1997. Disponível em < http://www.ibict.br/cionline/ >. Acesso em: 18 nov. 2002.

3.21 DOCUMENTOS TRADUZIDOS

Pode-se indicar a fonte da tradução quando mencionada.
CARRUTH, J. A nova casa do Bebeto. Desenho de Tony Hutchings. Tradução Ruth Rocha. São Paulo: Circulo do Livro, 1993. 21p. Tradução de: Moving House.

Fonte:http://www.metodista.br/itapeva/biblioteca/abnt/abnt

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Gravuristas Contemporâneos Brasileiros


Gravuristas Contemporâneos Brasileiros

Os artistas gravuristas brasileiros citatados abaixo em em comum o trabalho de xilogravura .

Marcello Grassmann

(São Simão, interior de São Paulo, 1925) é um desenhista e gravador brasileiro. Pretendeu de início ser escultor, cursando entalhe em madeira na Escola Técnica Getúlio Vargas. Passou em seguida para a xilogravura e foi nesse novo rumo que se realizou, conquistando em 1955, na III Bienal de São Paulo, o premio de Melhor Gravador Nacional.

Foi influenciado pelo gravador austráco Alfred Kubin e pelos gravadores brasileiros Oswaldo Goeldi-este premiado na I Bienal de S.Paulo e Livio Abramo-premiado na II Bienal. Sofreu influência do expressionismo alemão mas sua personalidade forte cunhou nitidamente um estilo próprio.

Recebeu no I Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro o prêmio de uma viagem à Europa com bolsa. Aperfeiçoou-se no Velho Continente de 1953 a 1955. Desde seu retorno, passou a preferir a gravura em metal e a litogravura, deixando de lado a xilogravura. Dedicou-se também ao magistério dando cursos em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Entre outros prêmios importantes, recebeu em 1959 o de Melhor Desenhista na I Bienal de Artistas Jovens de Paris (Manabu Mabe recebeu o de melhor pintor na mesma ocasiâo), o Premio de Arte Sacra na XXXI Bienal de Veneza (1958) com uma litografia dos três reis magos (Karl Schmidt-Rottluff recebeu o de pintura na mesma Bienal) e em Florença a Medalha de Ouro na III Bienal Internacional de Artes Gráficas (1972).

Artista internacionalmente renomado, Grassmann mantém obras nos acervos dos principais museus do Brasil e do Exterior. A Pinacoteca do Estado de S.Paulo possui uma importante coleção de obras anteriores a 1971. Ele destaca-se por ser um dos mais premiados desenhistas brasileiros na história da Arte Moderna.`Participou de mais de 300 exposições.

Suas obras fazem parte do acervo do MoMA de Nova York, da Bibliothèque Nationale de Paris, do Museum of Fine Arts de Dallas. No Brasil, além da Pinacoteca do Estado, podem ser vistas na Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro, no Instituto Moreira Salles em Poços de Caldas, no MAM-Museu de Arte Moderna e no MAC-Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, no Museu de Belas Artes no Rio de Janeiro, no Itamaraty e no Museu Oscar Niemayer de Curitiba.

Famoso principalmente por suas gravuras, Marcelo Grassmann encontrou também nos desenhos uma forma de mostrar seu grande talento.

Em suas gravuras e desenhos, soldados,a Morte, cavaleiros e donzelas são figuras freqüentes, com roupagens próximas dos cavaleiros medievais. Seus trabalhos possuem um caráter imaginativo e inventivo muito presente, nos quais apresenta uma aparente viagem ao inconsciente, com elementos fantásticos, figuras líricas e criaturas metade homem, metade animal.

 



Pintor, gravador e escultor, nasceu em Bom Conselho, Pernambuco, a 20 de junho de 1930. Cursou Pintura na Escola Nacional de Belas Artes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, 1954. Estudou também Gravura, com Oswaldo Goeldi, 1955; Escultura com Zaco Paraná, 1954 e realizou outros cursos no Liceu de Artes e Ofícios, 1954.

 Foi professor de Gravura no Centro Educacional de Niterói, 1960/1983, na Universidade de Brasília – UnB, 1966 e no Palácio do Ingá – Niterói, 1978. Criou cartazes para o cenário da ópera "O Barbeiro de Sevilha", no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, 1983 e ilustrações para as revistas A Cigarra e Senhor, 1961. Possui um painel exposto no Centro Pró-Memória da Constituinte - RJ. Realizou, ainda, ambientação e esculturas para os filmes Amor, Carnaval e Sonhos, 1972 e Anchieta, José do Brasil, 1977, ambos de Paulo César Sarraceni.

Conquistou o prêmio de Jovem Gravura Brasileira, no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, 1964; o prêmio do Salão de Abril, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1965 e, ainda, no Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro; o prêmio de viagem ao Brasil, 1964 e ao exterior, 1972.

Realizou exposições individuais no Museu de Arte Moderna de Florianápolis, 1959, na Petite Galerie – RJ, 1969; no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, 1973/1985; The Canning House Gallery – Inglaterra, 1975; na Galeria César Ache – RJ, 1977; no Museu de Arte Contemporânea de Curitiba, 1981 e na Galeria Ana Maria Niemeyer – RJ, 1986, entre outras.

Entre as diversas exposições coletivas das quais participou, destacam-se: Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1956/1972; Museu de Arte Moderna de Buenos Aires, 1966; Parque Lage – RJ, 1984/1985/1989/1992; Fundação Cultural de Curitiba, 1989 e Museu do Ingá, 1990. Participou também de várias edições da Bienal de São Paulo, 1963/1965/1966/1969/1985; da Bienal de Paris, 1963; da Trienal de Xilografia Contemporânea – Itália, 1969/1972 e da I Bienal Latino Americana de São Paulo, 1976.  Fazem referência a sua obra, o curta-metragem Newton Cavalcanti – Um artista brasileiro de Mário Carneiro e Vitor Lustosa, 1973 e o documentário Newton Cavalcanti Quadro a Quadro, de Paulo César Sarraceni, 1983.

 

Rubem Campos Grilo


 

Gravador, ilustrador, professor, curador. Em 1963, transfere-se para Itaguaí, Rio de Janeiro, e, aos 23 anos, conclui o curso de agronomia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ. Em 1970, estuda xilogravura com José Altino (1946), na Escolinha de Arte do Brasil, no Rio de Janeiro. No ano seguinte, passa a freqüentar a Seção de Iconografia da Biblioteca Nacional e entra em contato com as gravuras de Oswaldo Goeldi (1895 - 1961), Lívio Abramo (1903 - 1992), Marcelo Grassmann (1925), entre outros. Nesse período, inicia curso de xilogravura na Escola de Belas Artes da UFRJ e é orientado por Adir Botelho (1932). Em visitas ao ateliê de Iberê Camargo (1914 - 1994), recebe lições de gravura em metal e, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, estuda litografia com Antonio Grosso (1935). No início da década de 1970, ilustra jornais como Opinião, Movimento, Versus, Pasquim, Jornal do Brasil. Na Folha de S. Paulo, cria ilustrações para os fascículos da coleção Retrato do Brasil. Em 1985, publica o livro Grilo: Xilogravuras, pela Circo Editorial. Em 1990, é premiado pela Xylon Internacional, na Suíça. Em 1998, participa, com sala especial, da 24ª Bienal Internacional de São Paulo e, no ano seguinte, é curador geral da Mostra Rio Gravura. Tem trabalhos publicados em revistas especializadas como Graphis e Who's Who in Art Graphic (Suíça), Idea (Japão), Print (Estados Unidos).

 

Adir Botelho

Começou a gravar com Raimundo Cela na EBA/UFRJ em 1951,onde havia se graduado em pintura, trabalhando como seu assistente até 1954. A partir de 1955, foi assistente de Oswaldo Goeldi, que sucedera a Cela na cátedra de Gravura da EBA. Em 1961, com a morte de Goeldi, Botelho assumiu a cátedra. Participou da V e IX Bienais de São Paulo e trabalhou por muitos anos como ilustrador no jornal O Globo.

Professor conceituado, também teve projeção como decorador de grandes ambientes, tendo iniciado seus trabalhos com a ornamentação da Avenida Presidente Vargas para o carnaval. Figura importante como artista plástico e decorador, criou A Trinca, com os colegas David Ribeiro e Fernando Santoro, empresa dissolvida após a morte de David. Com A Trinca, venceu o concurso de decoração da cidade do Rio de Janeiro com os sobrados de Debret. Outro importante trabalho seu foi baseado na música A Banda, de Chico Buarque, o qual foi exibido no Canecão.

Botelho pesquisou extensamente a história de Canudos e de Antônio Conselheiro e criou centenas de xilogravuras sobre o tema, reunidas no livro Canudos - Xilogravuras, que ganhou da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) o prêmio da de melhor livro de arte nacional em 2002. Recentemente, Botelho reuniu no volume Canudos: agonia e morte de Antônio Conselheiro: desenhos a carvão uma série de suas gravuras sobre Canudos e Antônio Conselheiro, desta vez desenhadas a carvão.

Maria Anna Olga Luiza Bonomi

(Meina, Itália 1935). Gravadora, escultora, pintora, muralista, curadora, figurinista, cenógrafa, professora. Maria Bonomi vem para o Brasil em 1946, fixando-se em São Paulo. Estuda pintura e desenho com Yolanda Mohalyi (1909-1978), em 1951, e com Karl Plattner (1919-1989), em 1953. No ano seguinte, inicia-se em gravura com Lívio Abramo (1903-1992). Realiza a sua primeira individual em São Paulo, em 1956. Nesse ano, recebe bolsa de estudos da Ingram-Merrill Foundation e estuda no Pratt Institute Graphics Center, em Nova York, com o pintor Seong Moy (1921). Em paralelo, cursa gravura com Hans Müller e teoria da arte com Meyer Schapiro (1904-1996), na Columbia University, também em Nova York. De volta ao Brasil, freqüenta a Oficina de Gravura em Metal com Johnny Friedlaender (1912-1992), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ, em 1959. No ano seguinte, em São Paulo, funda o Estúdio Gravura, com Lívio Abramo, de quem é assistente até 1964. A partir dos anos 1970, passa a dedicar-se também à escultura. Produz painéis de grandes proporções para espaços públicos. Em 1999, defende a tese de doutorado intitulada Arte Pública. Sistema Expressivo/Anterioridade, na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo - ECA/USP.

Fonte:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Marcelo_Grassmann. Acesso em: 19 de outubro de 2012


http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=3242&cd_item=1&cd_idioma=28555

 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

A arte Grega e Romana


      A arte Grega e Romana

A arte grega é uma arte mais ligada à inteligência, pois seus reis eram seres inteligentes, que se dedicavam única e exclusivamente a proporcionar bem estar ao povo grego. Os gregos contemplam a natureza e outras belezas e costumam exprimir isso na arte. Os gregos buscam a perfeição e possuem características como a democracia, o racionalismo e amor ela beleza e pela vida.

Os Romanos, diretamente influenciados pela arte popular etrusca e pela realidade passada pela arte grega, por isso tamanha relação entre as duas artes. Uma das heranças que a arte romana teve foi usar o arco e a abóbora para construções. Além de revelar grandes artistas nascidos em Roma e donos de muitas obras de arte.

Os escultores gregos sempre buscavam retratar o corpo humano em sua perfeição. Muitos escultores esculpiam suas obras nuas, sem nenhuma vestimenta, pois acreditavam que a beleza está no corpo nu, natural, como veio ao mundo. Eles retratavam os seres humanos de acordo com sua alma e espírito e não apenas de acordo com a idade e personalidade, era algo muito mais profundo. Tais esculturas e obras podem ser conferidas nos inúmeros Museus da Grécia

Já os escultores romanos, mesmo influenciados pelas esculturas gregas determinaram um novo estilo, mais voltado ao realismo dos retratos. Os rostos deixam de ser idealizados, para serem providos de traços envelhecidos, mas continuam a ser poderosos em dignidade em posturas serenas e em dimensões respeitosas.

Quanto à arquitetura na Grécia haviam três ordens (estilos arquitetônicos): Dórico , que está ligado ao maneira liga-se ao Período Clássico e Coríntio e ao Período Helenístico. Todos os templos rinham características de proporção e equilíbrio quase matemáticos .Os romanos por sua vez, utilizaram os conhecimentos gregos , mas incorporaram duas novas ordens , a toscana , mais encorpada e mais simples que a dórica e a compósita mais delgada e com capitel que une volutas às folhas de acanto. Típico desta arquitetura romana, são dois elementos que junto com os elementos  gregos, formam a gramática clássica: a abóboda e o arco , elementos revolucionários que colaboraram com o gigantismo das construções  romanas. Porém é o uso de um rígido concreto formado por argamassa, saibro, cascalhos outros restos de construção que possibilitaram a perenidade da arquitetura romana.

Essas informações mostram a riqueza da arte grega e romana e a grandiosidade delas na formação dessas civilizações.

Referências Bibliográficas:

http://www.sempretops.com/estudo/arte-grega-e-romana/

 

 

sábado, 1 de setembro de 2012

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: CAMINHOS E DESCAMINHOS


ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: CAMINHOS E DESCAMINHOS

Magda Soares

Um olhar histórico sobre a alfabetização escolar no Brasil revela uma trajetória de sucessivas mudanças conceituais e, consequentemente, metodológicas. Atualmente, parece que de novo estamos enfrentando um desses momentos de mudança – é o que prenuncia o questionamento a que vêm sendo submetidos os quadros conceituais e as práticas deles decorrentes que prevaleceram na área da alfabetização nas últimas três décadas: pesquisas que vêm identificando problemas nos processos e resultados da alfabetização de crianças no contexto escolar, insatisfações e inseguranças entre alfabetizadores, perplexidade do poder público e da população diante da persistência do fracasso da escola em alfabetizar, evidenciada por avaliações nacionais e estaduais, vêm provocando críticas e motivando propostas de reexame das teorias e práticas atuais de alfabetização. Um momento como este é, sem dúvida, desafiador, porque estimula a revisão dos caminhos já trilhados e a busca de novos caminhos, mas é também ameaçador, porque pode conduzir a uma rejeição simplista dos caminhos trilhados e a propostas de solução que representem desvios para indesejáveis descaminhos. Este texto pretende discutir esses caminhos e descaminhos, de que se falará mais explicitamente no tópico final; a este tópico final se chegará por dois outros que o fundamentam e justificam: um primeiro que busca esclarecer e relacionar os conceitos de alfabetização e letramento, e um segundo que pretende encontrar, nas relações entre esses dois processos, explicações para os caminhos e descaminhos que vimos percorrendo, nas últimas décadas, na área da alfabetização.

Alfabetização, letramento: conceitos.

Letramento é uma palavra e conceito recentes, introduzidos na linguagem da educação e das ciências linguísticas há pouco mais de duas décadas; seu surgimento pode ser interpretado como decorrência da necessidade de configurar e nomear comportamentos e práticas sociais na área da leitura e da escrita que ultrapassem o domínio do sistema alfabético e ortográfico, nível de aprendizagem da língua escrita perseguido, tradicionalmente, pelo processo de alfabetização.Esses comportamentos e práticas sociais de leitura e de escrita foram adquirindo visibilidade e importância à medida que a vida social e as atividades profissionais foram-se tornando cada vez mais centradas na e dependentes da língua escrita,revelando a insuficiência de apenas alfabetizar – no sentido tradicional – a criança ou o adulto. Em um primeiro momento, essa visibilidade se traduziu ou numa adjetivação da palavra alfabetização– alfabetização funcional tornou-se expressão bastante difundida – ou em tentativas de ampliação do significado de alfabetização alfabetizar por meio de afirmações como “alfabetização não é apenas aprender a ler e a escrever”, “alfabetizar é muito mais que apenas ensinar a codificar e decodificar”, e outras semelhantes. A insuficiência desses recursos para criar objetivos e procedimentos de ensino e de aprendizagem que efetivamente ampliassem o significado de alfabetização, alfabetizar  alfabetizado é que pode justificar o surgimento da palavra letramento, consequência da necessidade de destacar e claramente configurar, nomeando-os, comportamentos e práticas de uso do sistema de escrita, em situações sociais em que a leitura e/ou a escrita estejam envolvidas.Entretanto, provavelmente devido ao fato de o conceito de letramento ter sua origem numa ampliação do conceito de alfabetização, esses dois processos têm sido frequentemente confundidos e até mesmo fundidos. Pode-se admitir que, no plano conceitual, talvez a distinção entre alfabetização e letramento não fosse necessária, bastando que se ressignificasse o conceito de alfabetização (como sugeriu Emilia Ferreiro em recente entrevista concedida à revista Nova Escola.

No plano pedagógico, porém, a distinção torna-se conveniente,embora seja também imperativamente conveniente que, ainda que distintos, os dois processos sejam reconhecidos como indissociáveis e interdependentes.Assim, por um lado, é necessário reconhecer que

Alfabetização – entendida como a aquisição do sistema convencional de escrita – distingue-se de letramento –entendido como o desenvolvimento de comportamentos e habilidades de uso competente da leitura e da escrita em práticas sociais: distinguem-se tanto em relação aos

Objetos de conhecimento quanto em relação aos processos cognitivos e linguístico de aprendizagem e, portanto, também de ensino desses diferentes objetos – isso explica por que é conveniente a distinção entre os dois processos.Por outro lado, é necessário também reconhecer que, embora distintos,alfabetização e letramento são interdependentes e indissociáveis: a alfabetização só tem sentido quando desenvolvida no contexto de práticas sociais de leitura e de escrita e por meio dessas práticas, ou seja: em um contexto de letramento e por meio de atividades de letramento; este, por sua vez, só pode desenvolver-se na dependência da e por meio da aprendizagem do sistema de escrita.Distinção, mas indissociabilidade e interdependência – que consequências tem isso para a aprendizagem da língua escrita na escola?

Aprendizagem da língua escrita: alfabetização e/ou letramento?

Uma análise das mudanças conceituais e metodológicas ocorridas ao longoda história do ensino da língua escrita no início da escolarização revela que, até osanos 80, o objetivo maior era a alfabetização (tal como acima definida), isto é,enfatizava-se fundamentalmente a aprendizagem do sistema convencional da escrita. Em torno desse objetivo principal, métodos de alfabetização alternaram-se em um movimento pendular: ora a opção pelo princípio da síntese, segundo o qual a alfabetização deve partir das unidades menores da língua – dos fonemas, das sílabas – em direção às unidades maiores – à palavra, à frase, ao texto (método fônico, método silábico); ora a opção pelo princípio da análise, segundo o qual a alfabetização deve, ao contrário, partir das unidades maiores e portadoras de sentido – a palavra, a frase, o texto, em direção às unidades menores (método da palavração, método da sentenciação, método global). Em ambas as opções, porém, a meta sempre foi a aprendizagem do sistema alfabético e ortográfico da escrita; embora se possa identificar, na segunda opção, uma preocupação também com o sentido veiculado pelo código, seja no nível do texto (método global), seja no nível da palavra ou da sentença (método da palavração, método da sentenciação),estes – textos, palavras, sentenças – são postos a serviço da aprendizagem do sistema de escrita: palavras são intencionalmente selecionadas para servir à sua de composição em sílabas e fonemas, sentenças e textos são artificialmente construídos, com rígido controle léxico e morfossintático, para servir à sua decomposição em palavras, sílabas, fonemas.Assim, pode-se dizer que até os anos 80 a alfabetização escolar no Brasil caracterizou-se por uma alternância entre métodos sintéticos e métodos analíticos,sempre, porém, com o mesmo pressuposto – o de que a criança, para aprender o sistema de escrita, dependeria de estímulos externos cuidadosamente selecionado sou artificialmente construídos, e também sempre com o mesmo objetivo – o domínio desse sistema, considerado

condição e pré-requisito para que a criança desenvolvesse habilidades de uso da leitura e da escrita, isto é: primeiro, aprender a ler e a escrever, verbos nesta etapa considerados intransitivos, para só depois de vencida essa etapa atribuir complementos a esses verbos: ler textos, livros,escrever estórias, cartas...Nos anos 80, a perspectiva psicogenética da aprendizagem da língua escrita,divulgada entre nós sobretudo pela obra e pela atuação formativa de Emilia Ferreiro, sob a denominação de “construtivismo”, trouxe uma significativa mudança de pressupostos e objetivos na área da alfabetização, porque alterou fundamentalmente a concepção do processo de aprendizagem e apagou a distinção entre aprendizagem do sistema de escrita e práticas efetivas de leitura e de escrita.Essa mudança paradigmática permitiu identificar e explicar o processo através do qual a criança constrói o conceito de língua escrita como um sistema de representação dos sons da fala por sinais gráficos, isto é, o processo através do qual a criança se torna alfabética, e, por outro lado, e como conseqüência, sugeriuas condições em que mais adequadamente esse processo se desenvolve, isto é,revelou o papel fundamental que tem, para o processo de conceitualização da língua escrita, uma interação intensa e diversificada da criança com práticas e materiais reais de leitura e de escrita.Entretanto, o foco no processo de conceitualização da língua escrita pela criança e a ênfase na importância de sua interação com práticas de leitura e de escrita como meio para provocar e motivar esse processo têm subestimado, na prática escolar da aprendizagem inicial da língua escrita, o ensino sistemático das relações entre a fala e a escrita, de que se ocupa a alfabetização, tal como anteriormente definida. Como consequência de o construtivismo ter evidenciado processos espontâneos de compreensão da escrita pela criança, ter condenado os métodos que enfatizavam o ensino direto e explícito do sistema de escrita e, sendo fundamentalmente uma teoria psicológica, e não pedagógica, não ter proposto uma metodologia de ensino, os professores foram levados a supor que, a despeito de sua natureza convencional e freqüentemente arbitrária, as relações entre a fala e a escrita seriam construídas pela criança de forma incidental e assistemática, como decorrência natural de sua interação com numerosas e variadas práticas de leitura e de escrita, ou seja, através de atividades de letramento, prevalecendo, pois, estas sobre as atividades de alfabetização. É sobretudo essa ausência de ensino direto,explícito e sistemático da transferência da cadeia sonora da fala para a forma gráfica da escrita que tem motivado as críticas que atualmente vêm sendo feitas ao construtivismo, e é ela que explica por que vêm surgindo, surpreendentemente,propostas de retorno a um método fônico como solução para os problemas que vimos enfrentando na aprendizagem inicial da língua escrita pelas crianças.No entanto, não é retornando a um passado já superado e negando avanços teóricos incontestáveis que esses problemas serão esclarecidos e resolvidos. Por outro lado, ignorar ou recusar a crítica aos atuais pressupostos teóricos e a insuficiência das práticas que deles têm decorrido resultará certamente em mantê-los inalterados e persistentes. Ou seja: o momento é de procurar caminhos e recusar descaminhos.

Caminhos e descaminhos

A aprendizagem da língua escrita tem sido objeto de pesquisa e estudo de várias ciências nas últimas décadas, cada uma delas privilegiando uma das facetas dessa aprendizagem; para citar as mais salientes: a faceta fônica, que envolve o desenvolvimento da consciência fonológica, imprescindível para que a criança tome consciência da fala como um sistema de sons e compreenda o sistema de escritacomo um sistema de representação desses sons, e a aprendizagem das relações fonema-grafema e demais convenções de transferência da forma sonora da fala para a forma gráfica da escrita; a faceta da leitura fluente, que exige o reconhecimento holístico de palavras e sentenças; a faceta da leitura compreensiva, que supõe ampliação de vocabulário e desenvolvimento de habilidades como interpretação, avaliação, inferência, entre outras; a faceta da identificação e uso adequado das diferentes funções da escrita, dos diferentes

portadores de texto, dos diferentes tipos e gêneros de texto... Fundamentam cadauma dessas facetas teorias de aprendizagem, princípios fonéticos e fonológicos,lingüísticos, psicolingüísticos, sociolingüísticos, teorias da leitura, teorias daprodução textual, teorias do texto e do discurso... Conseqüentemente, cada umadessas facetas exige metodologia de ensino específica, de acordo com suanatureza, algumas dessas metodologias caracterizadas por ensino direto eexplícito, como é o caso da faceta para a qual se volta a alfabetização, outras por ensino muitas vezes incidental e indireto, porque dependente das possibilidades emotivações das crianças, bem como das circunstâncias e contexto em que serealize a aprendizagem, como é caso das facetas que se caracterizam como deletramento.A tendência, porém, tem sido privilegiar, na aprendizagem inicial da línguaescrita, apenas uma de suas várias facetas e, conseqüentemente, apenas umametodologia: assim fazem os métodos hoje considerados como “tradicionais” que,como já foi dito, voltam-se predominantemente para a faceta fônica, isto é, para oensino e a aprendizagem do sistema de escrita; por outro lado, assim também temfeito o chamado “construtivismo”, que se volta predominantemente para as facetasreferentes ao letramento, privilegiando o envolvimento da criança com a escrita emsuas diferentes funções, seus diferentes portadores, com os muitos tipos e gêneros de texto. No entanto, os conhecimentos que atualmente esclarecem tanto os processos de aprendizagem quanto os objetos da aprendizagem da língua escrita, e as relações entre aqueles e estes, evidenciam que privilegiar uma ou algumas facetas, subestimando ou ignorando outras, é um equívoco, um desse caminho no ensino e aprendizagem da língua escrita, mesmo em sua etapa inicial – talvez por isso temos sempre fracassado nesse ensino e aprendizagem; o caminho para esse ensino e aprendizagem é a articulação de conhecimentos e metodologias fundamentados em diferentes ciências, e sua tradução em uma prática docente que integre as várias facetas, isto é, que articule a aquisição do sistema de escrita, que é favorecida por ensino direto, explícito e ordenado, aqui compreendido como sendo o processo de alfabetização, com o desenvolvimento de habilidades e comportamentos de uso competente da língua escrita nas práticas sociais de leitura e de escrita, aqui compreendido como sendo o processo de letramento.A utilização, acima, dos verbos  integrar, articular retoma a afirmação anteriormente feita de que os dois processos – alfabetização e letramento – são, no estado atual do conhecimento sobre a aprendizagem inicial da língua escrita,indissociáveis, simultâneos e interdependentes: a criança alfabetiza-se , isto é,constrói seu conhecimento do sistema alfabético e ortográfico da língua escrita, em situações de letramento, isto é, no contexto de e por meio de interação com material escrito real, e não artificialmente construído, e de sua participação em práticas sociais de leitura e de escrita; por outro lado, a criança desenvolve habilidades e comportamentos de uso competente da língua escrita nas práticas sociais que a envolvemno contexto do,por meio doe em dependência do processo de aquisição do sistema alfabético e ortográfico da escrita. Este alfabetizar letrando, ou letrar alfabetizando, pela integração e articulação das várias facetas do processo de aprendizagem inicial da língua escrita, é, sem dúvida, o caminho para a superação dos problemas que vimos enfrentando nesta etapa da escolarização ;descaminhos serão tentativas de voltar a privilegiar esta ou aquela faceta, como sefez no passado, como se faz hoje, sempre resultando em fracasso, este reiterado fracasso da escola brasileira em dar às crianças acesso efetivo e competente ao mundo da escrita.(Revista Pátio, n. 29, fevereiro de 2004)